sábado, 31 de outubro de 2015

FOLCLORE

Selma Inês Campbell

FOLCLORE

Você sabe o que é?

A palavra Folclore teve origem a partir dos vocábulos “Folk” que significa em inglês “povo” e “Lore”, “conhecimento”. Folklore significa “saber popular”.
Folclore é tudo que simboliza os hábitos do povo, que foram conservados através do tempo, como conhecimento passado de geração em geração, por meio de lendas, canções, mitos, hábitos (incluindo comidas e festas), utensílios, brincadeiras, enfeites.
O folclore é também uma forma de manifestação cultural dos povos. Todos os povos possuem tradições, crendices e superstições, que transmitem de uma geração a outra, através de lendas, contos, narrativas, provérbios e canções de tal modo que desconhecemos seus autores.
Desde 1965, no Brasil, temos um dia oficial para comemoramos: o dia 22 de agosto é o dia do folclore.
O Brasil possui um dos folclores mais ricos do mundo, sendo formado pelos índios, brancos e negros ao longo da colonização. Em cada região do país, as tradições folclóricas são diferentes, com suas festas, danças, comidas e bebidas típicas.
Fazem parte do nosso folclore as canções de ninar que são passadas de pais para filhos, cantigas de roda, brincadeiras, jogos, lendas e mitos, superstições, artes, o samba, o carnaval, as festas juninas e religiosas, a literatura de cordel, o bumba-meu-boi, além de uma série de histórias, danças e cantigas.
Alguns estudiosos consagrados das tradições folclóricas do nosso país foram: Luís da Câmara Cascudo, Jerusa Pires Ferreira e Veríssimo de Melo.
O autor Monteiro Lobato por meio das suas obras também ajudou a propagar lendas e mitos do Brasil.
O Brasil é um país muito grande, por isso cada região do país tem sua tradição folclórica. Algumas vezes o que muda é o nome de uma determinada festa, lenda ou tradição, outras vezes uma festa é mais tradicional em uma região do que em outra, assim como comida, música e danças.
Na Região Sul temos as danças típicas conhecidas como congada, chula, entre outras.
Algumas das festas tradicionais desta região são: a festa de Nossa Senhora dos Navegadores; a festa da uva, festa da cerveja, Além das festas juninas e outras que são tradicionais em todo o país.
As lendas mais conhecidas nesta região são: O Negrinho do Pastoreio, O Boitatá, O Curupira, O Saci-Pererê, entre outras.
As comidas típicas são o churrasco, o arroz-carreteiro, a feijoada, o chimarrão (bebida feita com erva-mate, tomado em uma cuia).
Na Região Sudeste destaca-se as danças típicas: fandango, o batuque, a folia de reis, entre outros.
As lendas mais conhecidas são: o Lobisomem, a Mula-sem-cabeça, a Iara, a Cuca. As comidas típicas são tutu de feijão, feijoada, entre outras.
Na região Centro-Oeste, podemos destacar a congada, a folia de reis nas danças típicas. A tourada é uma das festas bem tradicional.
Entre as lendas a do Lobisomem e do Saci-Pererê são das mais conhecidas.
Entre as comidas típicas estão os pratos preparados com os peixes dos rios da região.
Na Região Nordeste, podemos destacar as danças típicas: frevo, o bumba-meu-boi, o maracatu, as cirandas, o baião.
As festas tradicionais são muitas, algumas delas: do Senhor do Bonfim, de Iemanjá, Paixão de Cristo, as romarias como a de Juazeiro do Norte no Ceará, Vaquejada.
Na Região Norte, temos as festas do Boi-bumbá, as festas indígenas e outras. O carimbó e a ciranda são algumas das danças típicas da região. As lendas podemos destacar a da Mãe-d’água, o Curupira, a Vitória-Régia, o Uirapuru.

PERSONAGENS DO FOLCLORE BRASILEIRO
Confira abaixo, algumas lendas, mitos e contos folclóricos mais conhecidos do Brasil.

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Lobisomem – O mito existe em diversos lugares do mundo e conta que um homem foi atacado por um lobo e sobreviveu, se transformando em lobisomem todas as noites de lua cheia quando ataca todos que estão em sua frente.








Curupira – Protetor das matas e dos animais, o curupira é um anão de cabelos longos e vermelhos que possui os pés virados para trás para que ao deixar suas pegadas no chão ninguém consiga persegui-lo.







Boitatá – É uma cobra de fogo que protege as matas e os animais, perseguindo aqueles que prejudicam a natureza.





Corpo-seco – Consiste em um homem que não foi uma boa pessoa em vida e se transformou em alma penada, um tipo de assombração, e anda pelas estradas assustando as pessoas.


Resultado de imagem para figuras do folclore brasileiro colorido para imprimirMula-sem-cabeça – Uma mulher, ao se envolver com um padre, foi castigada por sua negligência e se transforma em todas as noites de quinta para sexta-feira em um animal quadrúpede que lança fogo pelas narinas.








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Cuca – A Cuca é uma velha feia que tem forma de jacaré e que rouba as crianças desobedientes, sendo usado por muitas vezes como uma forma de fazer medo em crianças que não querem dormir.
A Cuca é sem dúvida, um dos principais seres do folclore brasileiro, principalmente pelo fato de o personagem ter sido descrito por Monteiro Lobato em seus livros infantis
e em sua adaptação para a televisão, o Sítio do Pica-Pau Amarelo. A Cuca se originou através de outra lenda: a Coca, uma tradição trazida para o Brasil na época da colonização.


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 Saci-Pererê – É um garoto negro que possui apenas uma perna, anda com um cachimbo na boca e um gorro vermelho, faz travessuras como queimar a comida, espantar cavalos e acordar as pessoas com gargalhadas.








IMPORTÂNCIA DAS CANTIGAS DE RODA
Brincadeira de RodaAtualmente, algumas escolas utilizam técnicas de incentivo ao resgate das cantigas de roda, atividade tão esquecida nos dias de hoje. Um dos motivos para o distanciamento entre essas atividades antigas e a realidade infantil atual é a ausência constante de espaços seguros e adequados para o lazer das crianças.
Contudo, com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento social, emocional e cultural, professores passam a fazer uso de encenações dos temas de uma canção, ou da representação por meio de coreografias em espaços como colégios e creches, oferecendo projetos que tornam possível a interação do aluno com esse elemento tão construtivo do folclore brasileiro.
As cirandas permitem que a criança preste atenção e fique concentrada na história contada pela música, além de ser uma excelente ferramenta para a expressão da comunicação entre alunos de variadas idades. Há também a consolidação de vínculos afetivos entre as gerações, como o neto que aprende as canções com os avôs.
Apesar de não ter uma presença unânime nas instituições, alguns profissionais inserem as cantigas de roda como exercícios de classe, ou como um segmento da musicoterapia, pois auxiliam nas habilidades cognitivas como o aprendizado da leitura de versos, desenvoltura dos movimentos do próprio corpo e a musicalidade da voz.
A prática das cantigas em brincadeiras de roda ultrapassa o conceito de entretenimento. O contato do aluno com esta atividade é extremamente importante, pois além de propagar o folclore e a cultura de uma determinada região, ela está relacionada ao estímulo da imaginação, criatividade, concentração e memória.
Na prática - Confira alguns métodos utilizados por especialistas para desenvolver tipos de linguagem como a sonora, corporal e verbal por meio das cantigas de roda:
  • Reunir recursos como Cd’s, livros e outros materiais que ilustrem as cantigas;
  • Questionar os alunos sobre as cantigas mais conhecidas por eles;
  • Conhecer e apresentar outras cantigas por meio dos materiais de auxílio;
  • Comentar as músicas trabalhadas com os alunos;
  • Lembrar de situações do cotidiano em que as cantigas possam se encaixar;
  • Conhecer, uma por uma, as histórias, informações, origens e personagens disponíveis das cantigas trabalhadas;
  • Interpretar as outras e comparar com as já conhecidas;
  • Reconstruir, representar ou dramatizar as cantigas juntamente aos alunos;
  • Partilhar as cantigas em conversas ou brincadeiras, abrindo a possibilidade para a elaboração de novas canções.
Outras sugestões de atividades:
ORIGEM DO NOME: MANDIOCA
  • Pesquisar origem de nomes como MANDIOCA (tem vários nomes dependendo da região), por exemplo. Quais são estes nomes?
  • Quem gosta? Quem não gosta? Registrar a porcentagem em forma de gráficos.
  • Vamos provar? Organizar lanche coletivo com receitas variadas que contém mandioca.
  • Que outros nomes podemos descobrir a origem? Fazer listagem.
  • Vamos reescrever a história da mandioca utilizando gêneros textuais variados?
Em uma certa tribo indígena a filha do cacique ficou grávida. Quando o cacique soube deste fato, ficou muito triste, pois seu maior sonho era que a sua filha se casasse com um forte e ilustre guerreiro. No entanto, agora ela estava esperando um filho de um desconhecido. À noite, o cacique sonhou que um homem branco aparecia a sua frente e dizia para que ele não ficasse triste, pois sua filha não o havia enganado e que ela continuava sendo pura. A partir deste dia, o cacique voltou a ser alegre e a tratar bem sua filha. Algumas luas se passaram e a índia deu a luz a uma linda menina de pele muito branca e delicada, que recebeu o nome de Mani.
Mani era uma criança muito inteligente e alegre, sendo muito querida por todos da tribo. Um dia, em uma manhã ensolarada, Mani não acordou cedo como de costume. Sua mãe foi acordá-la e a encontrou morta. A índia desesperada resolveu enterrá-la dentro da maloca. Todos os dias a cova de Mani era regada pelas lágrimas saudosas de sua mãe. Um dia, quando a mãe de Mani fora até a cova para regá-la novamente com suas lágrimas, percebeu que uma bela planta havia nascido naquele local. Era uma planta totalmente diferente das demais e desconhecida de todos os índios da floresta. A mãe de Mani começou a cuidar desta plantinha com todo carinho, até que um dia percebeu que a terra à sua volta apresentava rachaduras. A índia imaginou que sua filha estava voltando à vida e, cheia de esperanças, começou a cavar a terra. Em lugar de sua querida filhinha encontrou raízes muito grossas, brancas como o leite, que vieram a tornar-se o alimento principal de todas as tribos indígenas. Em sua homenagem deram o nome de MANDIOCA, que quer dizer Casa de Mani.

Selma
 Selma Inês Campbell - Graduada em Economia pela UFRJ, Especialista em Docência do Ensino Superior pela Universidade Cândido Mendes, Habilitada ao Magistério Séries Iniciais do Ensino Fundamental, Tutora Online - Curso de Redação de Textos Acadêmicos pela CECIERJ ,Curso de Qualificação de Professores na Área de Deficiência Visual pelo Instituto Benjamin Constant, Licenciada em Letras Português/Literaturas pela UFF. Escritora e palestrante.

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