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sábado, 24 de novembro de 2018
terça-feira, 26 de abril de 2016
ORIENTAÇÕES NO RELACIONAMENTO COM PESSOAS CEGAS
ORIENTAÇÕES
NO RELACIONAMENTO COM PESSOAS CEGAS
01 - Não trate as pessoas cegas como seres diferentes somente porque não podem ver. Saiba que elas estão
sempre interessadas no que você gosta de ver, de ler, de ouvir e falar.
02 - Não generalize
aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega que você conheça, estendendo-os a outros cegos. Não se esqueça de que a natureza dotou a todos os seres de diferenças individuais mais ou menos acentuadas e de
que os preconceitos se originam na generalização de qualidades, positivas ou
negativas, consideradas particularmente.
negativas, consideradas particularmente.
03 - Procure não limitar a
pessoa cega mais do que a própria cegueira o faz, impedindo-a de realizar o que sabe, pode e deve fazer sozinha.
04 - Não se dirija a uma
pessoa cega chamando-a de “cego” ou “ceguinho”; é falta elementar de educação, podendo mesmo constituir ofensa, chamar alguém pela palavra designativa de sua deficiência sensorial, física, moral ou
intelectual.
05 - Não fale com a pessoa
cega como se fosse surda; o fato de não ver não significa que não ouça bem.
06 - Não se refira à cegueira como desgraça. Ela pode ser assim
encarada logo após a perda da visão, mas, a orientação adequada consegue reduzi-la a deficiência superável, como acontece em muitos casos.
07 - Não diga que tem pena
de pessoa cega, nem lhe mostre exagerada solidariedade. O que ela quer é ser tratada com igualdade.
08 - Não exclame “maravilhoso”...
“extraordinário”...ao ver a pessoa cega consultar o relógio, discar o telefone ou assinar o nome.
09 - Não fale de “sexto
sentido” nem de “compensação da natureza” - isso perpetua conceitos errôneos. O que há na pessoa cega é simples desenvolvimento de recursos mentais latentes em todas as criaturas .
10 - Não modifique a linguagem para evitar a palavra ver e substituí-la por ouvir. Conversando sobre a cegueira com quem
não vê, use a palavra cego sem rodeios. .
11 - Não deixe de oferecer
auxílio à pessoa cega que esteja querendo atravessar a rua ou tomar condução. Ainda que seu oferecimento seja recusado ou mesmo mal recebido por algumas delas, esteja certo de que a maioria lhe agradecerá o gesto.
12 - Não suponha que a pessoa cega possa localizar a porta onde deseja entrar ou o lugar aonde queira ir, contando os passos.
13 - Não tenha constrangimento em receber ajuda, admitir colaboração ou aceitar gentilezas por parte de alguma pessoa cega. Tenha sempre em mente que a solidariedade humana deve ser praticada por todos e que ninguém é tão incapaz que não tenha algo para dar.
14 - Não se dirija à
pessoa cega através de seu guia ou companheiro, admitindo assim que ela não tenha condição de compreendê-lo e de expressar-se.
15- Não guie a pessoa cega empurrando-a ou puxando-a pelo braço. Basta deixá-la segurar seu braço, que o movimento de seu corpo lhe dará a orientação de que precisa. Nas passagens estreitas,
tome a frente e deixe-a segui-lo, mesmo com a mão em seu ombro.
16 - Quando passear com a pessoa cega que já estiver acompanhada, não a pegue pelo outro braço, nem lhe fique dando avisos. Deixe-a ser
orientada só por quem a estiver guiando.
17 - Não carregue a pessoa cega ao ajudá-la a atravessar a rua, tomar condução, subir ou descer escadas. Basta guiá-la, pôr-lhe a mão no corrimão.
18 - Não pegue a pessoa
cega pelos braços rodando com ela para pô-la na posição de sentar-se, empurrando-a depois para a cadeira. Basta pôr-lhe a mão no espaldar ou no braço da cadeira, que isso lhe indicará sua posição.
19 - Não .guie a pessoa cega em diagonal ao
atravessar em
cruzamento. Isso pode fazê-la perder a orientação.
20 - Não diga apenas “à
direita”, “à esquerda”, ao procurar orientar uma pessoa cega à distância. Muitos se enganam ao
tomarem como referência a própria posição e não a da pessoa cega que caminha em sentido contrário ao seu.
21 - Não deixe portas e
janelas entreabertas onde haja alguma pessoa cega Conserve-as sempre fechadas ou bem encostadas à
parede, quando abertas. As portas e janelas meio abertas constituem obstáculos muito perigosos para ela.
.
22 - Não deixe objetos no
caminho por onde uma pessoa cega costuma passar.
23 - Não bata a porta do automóvel onde haja uma
pessoa cega sem ter a certeza de que não lhe vai prender os dedos.
24 - Não deixe de se
anunciar ao entrar no recinto onde haja pessoas cegas, isso auxilia-a sua identificação.
25 - Não saia de repente
quando estiver conversando com uma pessoa cega, principalmente se houver algo que a impeça de
perceber seu afastamento. Ela pode dirigir-lhe a palavra e ver-se na
situação desagradável de falar sozinha.
26 - Não deixe de apertar a mão de uma pessoa cega ao encontrá-la ou ao despedir-se dela. O aperto de mão substitui para ela o sorriso amável.
27 - Não perca seu tempo nem o da pessoa cega perguntando-lhe: “Sabe quem sou eu?” “Veja se adivinha quem sou?”. Identifique-se ao chegar.
28 - Não deixe de
apresentar o seu visitante cego a todas as pessoas presentes, assim procedendo, você facilitará a integração dele ao grupo.
29 - Ao conduzir uma
pessoa cega a um ambiente que lhe é desconhecido, oriente-a de modo que possa locomover-se sozinha.
30 - Não se constranja em
alertar a pessoa cega quanto a qualquer incorreção no seu vestuário.
31 - Informe a pessoa cega
com relação à posição dos alimentos
colocados em seu prato.
32 - Não encha a xícara ou
o copo da pessoa cega até a beirada. Neste caso ela terá dificuldades em mantê-los equilibrados.
33 - O pedestre cego é
muito mais observador que os outros. Ele desenvolve meios e modos de saber onde está e para onde vai, sem precisar estar contando os passos. Antes de sair de casa, ele faz o que toda gente deveria fazer:
procura informar-se bem sobre o caminho a seguir para chegar ao seu destino. Na primeira caminhada poderá errar um pouco, mas depois raramente se enganará. Saliências, depressões, ruídos e odores
característicos, ele observa para sua maior orientação.
34- Não rearrume com frequência
o ambiente onde trabalhe uma pessoa cega ..
35- Não deixe de punir uma pessoa cega quando cometer qualquer erro.
35- Não deixe de punir uma pessoa cega quando cometer qualquer erro.
36- Não faça horário de
trabalho especial apenas para a pessoa cega.
Robert Atkinson (Diretor do
Braille Institute of America , California )
- Adaptação feita pela equipe técnica da Divisão de
Documentação e Informação do Departamento Técnico-Especializado e da Divisão de Reabilitação do Departamento de Atendimento
Médico, Nutricional e de Reabilitação do Instituto Benjamin Constant, contanto
com a participação da Associação Brasileira de Educadores de Deficientes Visuais - ABEDEV.
terça-feira, 8 de março de 2016
A PRESENÇA DA MULHER NA EDUCAÇÃO
Não
é por acaso que a mulher ocupa uma posição de predominância na educação,
especialmente no ensino fundamental e médio. O papel da mulher na educação não
pode ser desvinculado nem do processo histórico, nem do movimento de luta pelos
direitos da mulher. A
luta das feministas, como referencial histórico que evidencia a presença marcante
da mulher no magistério, ocasionou mudanças significativas no padrão
comportamental da sociedade brasileira.
Numa
visão histórica, o movimento feminista brasileiro se apresentou como um reflexo
do que acontecia nas sociedades mais industrializadas da Europa e dos Estados
Unidos, mas ao mesmo tempo, apresenta componentes só nossos, entendidos num
contexto de nossa formação histórica e de nossa situação de dependência em
relação aos centros hegemônicos a que estivemos atrelados desde o início da
colonização.
A
escravidão, a tardia emancipação do centro de dominação, o modelo fundiário
imposto pelo colonizador português e a influência da Igreja Católica como força
política e instrumento de controle social são elementos que permitem entender
as peculiaridades do feminismo em nosso país.
Esses elementos são os fatores mais diretamente responsáveis pelo patriarcalismo,
pelo paternalismo, pelo conservadorismo e pelo machismo brasileiro.
O Marxismo estabeleceu como postulado que
a transformação nas relações de produção (nível econômico) é a condição
essencial para que ocorram mudanças significativas na superestrutura (nível
ideológico) de qualquer sociedade.
Nesse contexto, com a presença da mulher
no mercado de trabalho, se insere a criação do Dia Internacional da Mulher,
originado do seguinte fato: em 8 de março de 1857, as mulheres de uma indústria
têxtil de Nova York ocuparam a fábrica, reivindicando redução da jornada de
trabalho de 14 para 10 horas e os patrões, fechando os portões, atearam fogo ao
prédio o que teve como consequência, a morte de 129 mulheres queimadas
vivas. Em 1975, a ONU incluiu o dia 8
de março em seu calendário oficial de comemorações como O Dia Internacional da
Mulher.
As lutas de cunho feminista brasileira
surgiram na segunda década do século XX e se expressa, num primeiro momento, na
reivindicação pelo direito ao voto, negado por uma interpretação tendenciosa da
primeira Constituição Republicana de 1891 que em seu artigo 171 assegurava:
“São eleitores todos os cidadãos maiores de 21 anos”, aplicando-se o termo
“cidadãos”, apenas ao sexo masculino. Em
1934 a
mulher conquistou o direito ao sufrágio, porém até a década de 70, vivia ainda
sob a custódia do pai, que era transferida ao marido, pelo casamento, e, no
âmbito profissional, raros eram os casos de mulheres trabalhadoras, o que,
quando acontecia pressupunha a autorização do marido e normalmente restrita às
fábricas, à atividades ligadas à culinária, corte e costura, beleza, emprego
doméstico (aos quais não eram atribuídos direitos trabalhistas).
Quando era de um nível social um pouco
mais elevado era a ocupação como enfermeira (geralmente impulsionado pelas
necessidades masculinas com as guerras) e a professora, atividade aprovada pela
visão masculina, pois entendia como ligada ao instinto maternal e a função
atribuída à mulher de educar os filhos.
A educação para a mulher dependia da
conjugação de diversos fatores que podemos chamar de “sorte”: nascer numa
família de recursos financeiros que possibilitasse os estudos, especialmente se
estes se estendessem a universidades; não ter que competir com irmãos pela
possibilidade de estudar; consentimento do pai para estudar (o que geralmente
era visto como coisa desnecessária, meio de escrever cartas para o namorado,
justificativa para se furtar às suas tarefas em casa, sendo suficiente saber
ler uma receita culinária ou anotar medidas para confecção de roupas), e que
posteriormente o marido não a impedisse de exercer uma profissão, onde a mais
aceita, julgada “própria” para a mulher era a de professora.
Raras eram as mulheres que atingiam o
nível universitário, e isto até a década de 70, quando estava em vigor o
Estatuto da Mulher Casada, onde a mulher, em seus direitos, era considerada
parcialmente incapaz, comparada ao índio, ao menor, ao louco e ao pródigo,
limitando seus direitos civis e subordinando à vontade do marido, numa
incontestável discriminação.
A visão distorcida, que pressupunha uma
condição de inferioridade da mulher acaba por ensejar a desvalorização da
profissão de educador, que passa a ser encarada como atividade de quem não tem
grandes talentos intelectuais. Obviamente, atualmente esta idéia já não é mais
aceita e a mulher é vista como tão capaz jurídica e intelectualmente como o
homem, rejeitando esse preconceito absurdo que apregoa a inferioridade
intelectual da mulher.
Diante dos fatos assinalados, não é
surpresa o papel predominante da mulher na educação, profissão de pouco
prestígio social e baixa remuneração, especialmente a “professora
primária”.
No magistério de Ensino Fundamental existe
um predomínio de mulheres da ordem de mais de 90%; no Ensino Médio, homens e
mulheres aparecem quase que equilibradamente e no ensino de terceiro grau são
os homens que constituem expressiva maioria, enquanto em ensinos
profissionalizantes, quando se refere a “artes e ofícios” o que importa é qual
o ofício a ser ensinado. Este fato pode ser explicado da forma como fizemos,
revendo a história formadora da realidade que ora presenciamos.
O cenário vem mudando lentamente, mas em
uma sala onde estava sendo prestado exame de mestrado em educação para uma
universidade pública no Rio de Janeiro, de 48 candidatos, somente dois eram
homens. A mulher já ocupa posições antes só ocupadas pelos homens. Hoje é comum que as mulheres sejam o
principal, quando não o único provedor do sustento da família. E aí surge a
necessidade de lutas a fim de obter o suficiente para arcar com as despesas,
antes supridas exclusivamente pelo homem.
Agora, o que leva à escolha da profissão
de educador é a procura de realização pessoal e profissional e, algumas vezes,
a impossibilidade de atuar em outros mercados de trabalho já saturados.
Apesar de haver conseguido se emancipar
da autoridade do marido, no mercado de trabalho ainda hoje a mulher é
discriminada, embora em menor escala, no acesso a profissões e cargos e com
salários mais baixos do que os que são oferecidos aos homens.
Em menos de 100 anos, o "sexo
frágil" ganhou força, conquistou espaços, saltou da condição de
subserviência para ocupar posições de destaque no cenário político, econômico,
cultural. Mulheres ministras, atrizes, compositoras, pilotos, bancárias,
policiais. E ainda conciliam o sucesso profissional com a beleza de ser mãe,
mulher. Muitas vezes surge o estresse, o
cansaço. Mas o orgulho de viver plenamente estes papéis, faz renovar as forças
para seguir em frente.
O esforço não é vão. A recompensa se
traduz no reconhecimento do valor da mulher dentro da sociedade brasileira.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
TOSCANO Moema, GOLDENBERG Mirian; A revolução das Mulheres, Um Balanço do Feminismo no Brasil; Editora Revan
Selma
Inês Campbell - Graduada em Economia pela UFRJ, Especialista em
Docência do Ensino Superior pela Universidade Cândido Mendes, Habilitada ao
Magistério das Séries Iniciais do Ensino Fundamental, Tutora On line no Curso
de Redação de Textos Acadêmicos pela CECIERJ, Curso de Qualificação de
Professores na Área de Deficiência Visual pelo Instituto Benjamin Constant,
Licenciada em Letras
Português /Literaturas pela UFF. Escritora e palestrante.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
sábado, 31 de outubro de 2015
FOLCLORE
Selma Inês Campbell
FOLCLORE
Você sabe o que é?
A palavra Folclore teve origem a partir dos vocábulos “Folk” que significa em inglês “povo” e “Lore”, “conhecimento”. Folklore significa “saber popular”.
Folclore é tudo que simboliza os hábitos do povo, que foram conservados através do tempo, como conhecimento passado de geração em geração, por meio de lendas, canções, mitos, hábitos (incluindo comidas e festas), utensílios, brincadeiras, enfeites.
O folclore é também uma forma de manifestação cultural dos povos. Todos os povos possuem tradições, crendices e superstições, que transmitem de uma geração a outra, através de lendas, contos, narrativas, provérbios e canções de tal modo que desconhecemos seus autores.
Desde 1965, no Brasil, temos um dia oficial para comemoramos: o dia 22 de agosto é o dia do folclore.
O Brasil possui um dos folclores mais ricos do mundo, sendo formado pelos índios, brancos e negros ao longo da colonização. Em cada região do país, as tradições folclóricas são diferentes, com suas festas, danças, comidas e bebidas típicas.
Fazem parte do nosso folclore as canções de ninar que são passadas de pais para filhos, cantigas de roda, brincadeiras, jogos, lendas e mitos, superstições, artes, o samba, o carnaval, as festas juninas e religiosas, a literatura de cordel, o bumba-meu-boi, além de uma série de histórias, danças e cantigas.
Alguns estudiosos consagrados das tradições folclóricas do nosso país foram: Luís da Câmara Cascudo, Jerusa Pires Ferreira e Veríssimo de Melo.
O autor Monteiro Lobato por meio das suas obras também ajudou a propagar lendas e mitos do Brasil.
O Brasil é um país muito grande, por isso cada região do país tem sua tradição folclórica. Algumas vezes o que muda é o nome de uma determinada festa, lenda ou tradição, outras vezes uma festa é mais tradicional em uma região do que em outra, assim como comida, música e danças.
Na Região Sul temos as danças típicas conhecidas como congada, chula, entre outras.
Algumas das festas tradicionais desta região são: a festa de Nossa Senhora dos Navegadores; a festa da uva, festa da cerveja, Além das festas juninas e outras que são tradicionais em todo o país.
As lendas mais conhecidas nesta região são: O Negrinho do Pastoreio, O Boitatá, O Curupira, O Saci-Pererê, entre outras.
As comidas típicas são o churrasco, o arroz-carreteiro, a feijoada, o chimarrão (bebida feita com erva-mate, tomado em uma cuia).
Na Região Sudeste destaca-se as danças típicas: fandango, o batuque, a folia de reis, entre outros.
As lendas mais conhecidas são: o Lobisomem, a Mula-sem-cabeça, a Iara, a Cuca. As comidas típicas são tutu de feijão, feijoada, entre outras.
Na região Centro-Oeste, podemos destacar a congada, a folia de reis nas danças típicas. A tourada é uma das festas bem tradicional.
Entre as lendas a do Lobisomem e do Saci-Pererê são das mais conhecidas.
Entre as comidas típicas estão os pratos preparados com os peixes dos rios da região.
Na Região Nordeste, podemos destacar as danças típicas: frevo, o bumba-meu-boi, o maracatu, as cirandas, o baião.
As festas tradicionais são muitas, algumas delas: do Senhor do Bonfim, de Iemanjá, Paixão de Cristo, as romarias como a de Juazeiro do Norte no Ceará, Vaquejada.
Na Região Norte, temos as festas do Boi-bumbá, as festas indígenas e outras. O carimbó e a ciranda são algumas das danças típicas da região. As lendas podemos destacar a da Mãe-d’água, o Curupira, a Vitória-Régia, o Uirapuru.
PERSONAGENS DO FOLCLORE BRASILEIRO
Confira abaixo, algumas lendas, mitos e contos folclóricos mais conhecidos do Brasil.
Curupira – Protetor das matas e dos animais, o curupira é um anão de cabelos longos e vermelhos que possui os pés virados para trás para que ao deixar suas pegadas no chão ninguém consiga persegui-lo.

Boitatá – É uma cobra de fogo que protege as matas e os animais, perseguindo aqueles que prejudicam a natureza.
Corpo-seco – Consiste em um homem que não foi uma boa pessoa em vida e se transformou em alma penada, um tipo de assombração, e anda pelas estradas assustando as pessoas.
Cuca – A Cuca é uma velha feia que tem forma de jacaré e que rouba as crianças desobedientes, sendo usado por muitas vezes como uma forma de fazer medo em crianças que não querem dormir.
A Cuca é sem dúvida, um dos principais seres do folclore brasileiro, principalmente pelo fato de o personagem ter sido descrito por Monteiro Lobato em seus livros infantis
e em sua adaptação para a televisão, o Sítio do Pica-Pau Amarelo. A Cuca se originou através de outra lenda: a Coca, uma tradição trazida para o Brasil na época da colonização.
IMPORTÂNCIA DAS CANTIGAS DE RODA
Contudo, com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento social, emocional e cultural, professores passam a fazer uso de encenações dos temas de uma canção, ou da representação por meio de coreografias em espaços como colégios e creches, oferecendo projetos que tornam possível a interação do aluno com esse elemento tão construtivo do folclore brasileiro.
As cirandas permitem que a criança preste atenção e fique concentrada na história contada pela música, além de ser uma excelente ferramenta para a expressão da comunicação entre alunos de variadas idades. Há também a consolidação de vínculos afetivos entre as gerações, como o neto que aprende as canções com os avôs.
Apesar de não ter uma presença unânime nas instituições, alguns profissionais inserem as cantigas de roda como exercícios de classe, ou como um segmento da musicoterapia, pois auxiliam nas habilidades cognitivas como o aprendizado da leitura de versos, desenvoltura dos movimentos do próprio corpo e a musicalidade da voz.
A prática das cantigas em brincadeiras de roda ultrapassa o conceito de entretenimento. O contato do aluno com esta atividade é extremamente importante, pois além de propagar o folclore e a cultura de uma determinada região, ela está relacionada ao estímulo da imaginação, criatividade, concentração e memória.
Na prática - Confira alguns métodos utilizados por especialistas para desenvolver tipos de linguagem como a sonora, corporal e verbal por meio das cantigas de roda:
- Reunir recursos como Cd’s, livros e outros materiais que ilustrem as cantigas;
- Questionar os alunos sobre as cantigas mais conhecidas por eles;
- Conhecer e apresentar outras cantigas por meio dos materiais de auxílio;
- Comentar as músicas trabalhadas com os alunos;
- Lembrar de situações do cotidiano em que as cantigas possam se encaixar;
- Conhecer, uma por uma, as histórias, informações, origens e personagens disponíveis das cantigas trabalhadas;
- Interpretar as outras e comparar com as já conhecidas;
- Reconstruir, representar ou dramatizar as cantigas juntamente aos alunos;
- Partilhar as cantigas em conversas ou brincadeiras, abrindo a possibilidade para a elaboração de novas canções.
Outras sugestões de atividades:
ORIGEM DO NOME: MANDIOCA
- Pesquisar origem de nomes como MANDIOCA (tem vários nomes dependendo da região), por exemplo. Quais são estes nomes?
- Quem gosta? Quem não gosta? Registrar a porcentagem em forma de gráficos.
- Vamos provar? Organizar lanche coletivo com receitas variadas que contém mandioca.
- Que outros nomes podemos descobrir a origem? Fazer listagem.
- Vamos reescrever a história da mandioca utilizando gêneros textuais variados?
Em uma certa tribo indígena a filha do cacique ficou grávida. Quando o cacique soube deste fato, ficou muito triste, pois seu maior sonho era que a sua filha se casasse com um forte e ilustre guerreiro. No entanto, agora ela estava esperando um filho de um desconhecido. À noite, o cacique sonhou que um homem branco aparecia a sua frente e dizia para que ele não ficasse triste, pois sua filha não o havia enganado e que ela continuava sendo pura. A partir deste dia, o cacique voltou a ser alegre e a tratar bem sua filha. Algumas luas se passaram e a índia deu a luz a uma linda menina de pele muito branca e delicada, que recebeu o nome de Mani.
Mani era uma criança muito inteligente e alegre, sendo muito querida por todos da tribo. Um dia, em uma manhã ensolarada, Mani não acordou cedo como de costume. Sua mãe foi acordá-la e a encontrou morta. A índia desesperada resolveu enterrá-la dentro da maloca. Todos os dias a cova de Mani era regada pelas lágrimas saudosas de sua mãe. Um dia, quando a mãe de Mani fora até a cova para regá-la novamente com suas lágrimas, percebeu que uma bela planta havia nascido naquele local. Era uma planta totalmente diferente das demais e desconhecida de todos os índios da floresta. A mãe de Mani começou a cuidar desta plantinha com todo carinho, até que um dia percebeu que a terra à sua volta apresentava rachaduras. A índia imaginou que sua filha estava voltando à vida e, cheia de esperanças, começou a cavar a terra. Em lugar de sua querida filhinha encontrou raízes muito grossas, brancas como o leite, que vieram a tornar-se o alimento principal de todas as tribos indígenas. Em sua homenagem deram o nome de MANDIOCA, que quer dizer Casa de Mani.
Selma Inês Campbell - Graduada em Economia pela UFRJ, Especialista em Docência do Ensino Superior pela Universidade Cândido Mendes, Habilitada ao Magistério Séries Iniciais do Ensino Fundamental, Tutora Online - Curso de Redação de Textos Acadêmicos pela CECIERJ ,Curso de Qualificação de Professores na Área de Deficiência Visual pelo Instituto Benjamin Constant, Licenciada em Letras Português/Literaturas pela UFF. Escritora e palestrante.
Contato: selmacampbell@hotmail.com
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
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